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Estendendo-se desde o norte montanhoso da Toscana até as fronteiras com a Áustria e a Eslovênia, o nordeste da Itália se apresenta de maneira ao mesmo tempo complexa e encantadora. Esta rica região italiana mescla o moderno dos dias de hoje com as tradições seculares que dão identidade ao seu povo e aos seus vinhos.
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Dos Alpes ao mar Adriático, passando por Veneza, o nordeste italiano é uma região de enorme diversidade climática e de solos variados. Os extremos topográficos dão condições para o cultivo tanto das cepas tintas ensolaradas e doces quanto de brancas aromáticas e frias.
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Das três regiões geográficas que compõem o nordeste, Veneto tem a mais antiga tradição no cultivo da vinha, que remonta desde os tempos da dominação romana. O nordeste gera vinhos espumantes e brancos secos, roses suaves e tintos encorpados. A região cultiva mais de 50 variedades de vinhas reconhecidas oficialmente, entretanto, se na produção dos vinhos prevalecem às cepas internacionais como Sauvignon Blanc, Pinot Grigio e Chardonnay, as uvas autóctones como Lagrein e Refosco se fazem presente no vinho regional, avidamente consumidos pelos locais, pouco sobrando para exportação.

A maior parte dos vinhedos do nordeste da Itália ficam numa área que começa no Vale do Isarco, ao norte, estendendo-se ao sul de Trentino-Alto-Adige até Verona, famosa região de Soave e Valpolicela, no Veneto. Segue o arco dos Alpes, cruzando por Veneza, em cujos sopés das escarpadas montanhas alpinas fica a região dos efervescentes Proseco.
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No sul, estendendo pela planície do Vale do Pó, região de fronteira entre Emilia-Romana e a Toscana, a cepa Sangiovese impera soberana.
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